segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mike Melvoin & The Plastic Cow

A história da música eletrônica começa em 1920, quando o russo Leon Theremin inventou o Theremin, uma espécie de adaptação de rádio, que emitia sons nunca ouvidos antes, de afinação que variava de acordo com o movimento das mãos do executante em relação a uma antena. Nos anos 50, ele já estava relegado a trilhas de filmes de terror (como a de O Dia em Que a Terra Parou, do diretor Robert Wise) e, mais tarde, foi usado como uma excentricidade por bandas de rock como Beach Boys, Led Zeppelin e Os Mutantes.
Vendendo kits de Theremin nos anos 60, o estudante de física americano, Robert Moog, arrecadou grana e experiência para criar, em 65, o primeiro instrumento eletrônico de sucesso de massa: o Moog, reconhecido hoje como o pai dos sintetizadores. Monofônico (quer dizer, só podia tocar uma nota de cada vez), ele vinha com um incrível filtro que podia gerar timbres parecidos com cordas, metais e até voz. Foi uma revolução que o tecladista americano Mike Melvoin transformou numa grande diversão no disco The Plastic Cow Goes Moooooog, tocando sucessos do rock do fim dos anos 60 com sua banda The Plastic Cow.
Mais do que uma boa piada, esse LP - que foi lançado no Brasil pela RGE, com uma capa mais séria, com o título de Música Eletrônica - renovou seu fascínio anos a fio. Oriundo do jazz, Melvoin acreditava que o novo teclado poderia ser usado para fazer um disco cheio de alma. Excelente músico, Melvoin soube tirar muito do instrumento ao lado de bons acompanhantes, como o guitarrista Dennis Budimir e os bateristas Paul Humphrey, Earl Palmer e Colin Bailey.
Curiosamente, próximo de todo o pop eletrônico dos anos 80 - que foi inventado, ainda nos 70, pelo Kraftwerk, banda alemã baseada em Moogs - The Plastic Cow Goes Moooooog tem grandes faixas como a versão de “Born to Be Wild” (do Steppenwolf), a releitura de “Sunshine of Your Love” (do Cream) numa versão do Kraftwerk e a estranhíssima “Lay Lady Lay” (de Bob Dylan), “Lady Jane” (dos Rolling Stones), “Spinning Wheel” (de David C. Thomas) ou a dupla “Medicine Man” (Cashman-Pistilli-West) e “The Ballad of John & Yoko” (Beatles), em que a guitarra aparece com destaque, mas é o teclado que domina.

Mike Melvoin & The Plastic Cow
- 1970 -
The Plastic Cow Goes Moooooog

01. Medicine Man
02. Spinning Wheel
03. Lady Jane
04. The Ballad Of John And Yoko
05. Tomorrow Tomorrow
06. The Plastic Cow
07. Born To Be Wild
08. One Man, One Volt
09. Brown Arms In Houston
10. Lay Lady Lay
11. One
12. Sunshine Of Your Love

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2 comentários:

j.henrique disse...

ESTE LP ME TRAS MUITAS LEMBRANÇAS DA EPOCA DE MENINO, E EXPLICO. EM 69 E 70 AS CRIANÇAS AINDA PODIAM TRABALHAR E EU CONSEGUI UM EMPREGO NA RADIO IMBIARA DE ARAXÁ, COM 12 ANOS DE IDADE. TINHAMOS UM PROGRAMA QUE SE CHAMAVA VIVA A VIDA,QUE ERAM CRONICAS DE UM PADRE DO RIO GRANDE DO SUL. O TEMA ERA LADY JANE

looserknight disse...

BONS TEMPOS HEIN!? HENRIQUE. EU TENTEI LOCUÇÃO NA MINHA CIDADE,MAS NADA CONSEGUÍ. NESTA ÉPOCA QUE TINHA 14 OU 15 ANOS. AINDA TENHO A CARTEIRA DE MENOR EXPEDIDA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO. GRAVEI NA MEMÓRIA O THE PLASTIC COW PORQUE EU ENTENDIA UM POUCO DE INGLES. DEPOIS DE GRANDE TENTEI ENCONTRAR ESTE LP. CONSEGUI-O NUMA FEIRA EM SÃO PAULO. LADY JANE É A MELHOR MÚSICA DO DISCO. UM BRAÇO, AMIGO.